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O texto abaixo foi publicado no site da Geral do Grêmio, apenas esclarecendo que fatos isolados não podem servir de motivo para as perseguições que a melhor torcida do Rio Grande vem sofrendo, principalmente por parte do Grupo RBS:
Chega de Mentiras
Foi com tristeza e indignação que acompanhamos as notícias a respeito da prisão de dois sujeitos auto-intitulados "skinheads" e identificados como torcedores do Grêmio. Não é novidade que os cenários futebolísticos, especialmente os estádios com suas grandes concentrações, tem sido palco privilegiado para infiltrações de grupos extremistas e xenófobos. Tal fenômeno, se incipiente no Brasil (embora já com alguns registros em SP), tem caráter endêmico no Continente Europeu, com lamentável destaque para ocorrências sistemáticas na Itália, Alemanha, França, Inglaterra, entre outros. Por lá, o ódio aos imigrantes, sejam eles africanos, árabes, asiáticos ou latinos, é uma válvula de escape para inúmeras frustrações. Os estrangeiros são acusados de "roubar" empregos ou de, no mínimo, precarizarem as relações de trabalho; de sugarem verbas da saúde e da previdência; além de colaborarem para o inchaço e a alegada progressiva deterioração do sistema de ensino. Acreditando piamente neste monte de bobagens, muitos jovens europeus são cooptados por grupos ou organizações de cunho militarista e que tem numa ideologia de supremacia racial sua principal bandeira. Retardados e idiotas, infelizmente, existem em todos os lugares, em todos os espaços que deveriam ser de convivência social.
Estes ignorantes que foram recolhidos, esta semana, misturando o seu lixo dogmático com a salutar paixão que nutrimos pelo Grêmio, ofendem e envergonham a toda nossa torcida, ofendem e envergonham o nosso amado clube. Não podem sequer ser chamados de "grupo", pois não passam (por tudo que foi apurado até agora) de um grupelho insignificante, sem qualquer expressão ou inserção. Medrosos que, além de se aproveitarem do anonimato da multidão, ainda cobrem suas tatuagens de ódio com o manto sagrado que é a nossa camisa tricolor. Sabemos, os que vão às canchas (inclusive os que são dos veículos de comunicação), que tais elementos não podem representar nada, nem ninguém, pelo menos nos domínios gremistas. São apenas referidos na atualidade, tem notoriedade (seus minutos de fama), por terem esfaqueado, covardemente, um jovem punk gremista ("detalhe" que algumas reportagens "esqueceram" de citar) que estava com a sua namorada, na saída de um clássico. Portanto, não dá para entender a vinculação que tentaram fazer entre os tais Carecas e os que freqüentam e fazem o espetáculo da Geral do Grêmio. Como fez, por exemplo, o Jornal da Globo os apresentando como "os que fazem" o movimento conhecido como "avalanche". Pior foi na "aldeia" local. Claro, os amargos de plantão, os oportunistas de sempre, os sem caráter, não perderiam a chance de procurar atacar o conjunto da torcida gremista por um acontecimento nitidamente isolado, localizado. Do sacana do Wianey Carlet ao "slide-show" do Clic-RBS (que, curioso, não é utilizado por este canal para apresentar as imagens da festa que a torcida gremista apresenta a cada partida), vários quiseram tirar a sua onda, misturar versões com fatos e, no fim das contas, macular a imagem da instituição e do seu imenso universo de torcedores. Como lembrou o Ducker, numa conversa, citando uma manifestação do gremista Anderson Kegler, "generalizações são tão perigosas e descabidas quanto a atitude dos citados neo-nazistas. Se um jornaleiro da ZH for preso por assalto a banco alguém vai dizer que a RBS está envolvida numa quadrilha?". Acrescentaria: o que diriam se um dos seus comunicadores fosse flagrado em ilícitos de qualquer natureza ?
Para terminar, uma última colocação. Aliás, categórica: em três décadas de presença no Estádio Olímpico nunca observei ou registrei alguma manifestação deste tipo de gente (?). Jamais enxerguei uma bandeira (se alguém procurar bandeiras de Israel ou da Palestina, aí tem grandes possibilidades de achar), um estandarte que fosse, com uma cruz de ferro, suásticas, ou outros simbolismos que nos remetessem a uma caracterização nazista. Muito menos gestos, palavras de ordem, ou algo do gênero. Até por que, sabemos bem, não há espaço e ambiente favorável à propagação destas idéias nas nossas arquibancadas. Somos um clube de massas, com cada vez maior respaldo e presença(nas pesquisas e no cotidiano). Além de sermos a melhor torcida do Sul do país, temos o maior contingente. Somos milhões. O Grêmio, e aí não temos nenhuma revelação, tem seus seguidores em toda sociedade: nos segmentos abastados também, mas entre os assalariados, os profissionais liberais, os que vivem na periferia, nos morros e nas favelas. Nas legiões que vestem o azul, o preto e o branco, temos os católicos, os evangélicos de todas as matizes, os que usam orgulhosamente a sua kipá, os que seguem os mandamentos do Alcorão, os que vão ao Templo Budista de Três Coroas, os ateus, os "atoas", os adolescentes, os veteranos, os reacionários, os que lutam pelo socialismo, os beberrões, os abstêmios. Temos, pulsando o Monumental, todas as tribos, crenças, todas as doutrinas, todas as etnias... Enfim, um mundo inteiro cabe no Grêmio. O que não cabe, por certo, é a discriminação, a intolerância. O que também não cabe é distorcer a realidade, os acontecimentos e tentar rotular a Nação Gremista por causa de dois ou três imbecis.
Chega de mentiras. O povo tricolor agradece.
criado por Édson
11:32:17